Custos ambientais
Mistura do biodiesel e adequações ambientais
O valor que você vê na bomba é só o fim de uma longa cadeia, que envolve extração, produção, refino e, muitas vezes, importação.
Ao longo desse caminho, o preço dos combustíveis acumula uma série de tributos, antes mesmo de chegar aos postos.
A parte dos Produtores Nacionais e Importadores corresponde a mais da metade do preço do diesel hoje, em 61%, como no gráfico.
O restante é formado por mistura obrigatória de biodiesel (hoje em 15%), adequações ambientais (CBIOs), frete, custos operacionais e tributos federais e estaduais.
Cada um desses componentes tem regras próprias e afeta o preço final de um jeito diferente.
O Brasil importa diesel porque a capacidade de refino no país é limitada. O combustível importado acompanha diretamente o comportamento do mercado internacional.
Qualquer interrupção ou risco já é suficiente para pressionar preços e gerar disputas pelo produto disponível. Portanto, quando existe algum conflito em regiões produtoras relevantes, o efeito no mercado global é imediato.
Rotas Marítimas
Disponibilidade de produto
Custo do transporte
Seguro
Disputa por quem paga mais
Em 2026, o conflito no Oriente Médio causou um impacto direto no mercado internacional de petróleo, e as grandes distribuidoras registraram altas de 30% a 40% nas vendas.
Para evitar desabastecimento, os importadores foram acionados, resultando em importações até três vezes maiores que o normal, mesmo com preços internacionais mais elevados.
Se o preço não acompanha o custo de reposição, o sistema perde o equilíbrio.
Apesar das pressões externas, o Brasil está conseguindo evitar o desabastecimento com menos volatilidade do que muitos outros países, garantindo fornecimento para atividades essenciais, como transporte, indústria e serviços básicos. O investimento das distribuidoras é o que garante o produto na bomba.
Sem as distribuidoras haveria desabastecimentos frequentes, estoques caros e aumento geral de preços, resultando em perda de produtividade nacional.
O setor de distribuição representa 7,3% de todo o PIB do comércio brasileiro (dados de 2023).
A cadeia de comércio de combustíveis e lubrificantes é responsável por empregar 447 mil pessoas, pagando R$ 18,6 bilhões em massa salarial em 2024.
O transporte rodoviário responde por 65% das cargas escoadas no país e depende diretamente desse combustível.
O trabalho das distribuidoras não para. Só em 2025, elas venderam 137 bilhões de litros. Para se ter ideia da dimensão, a cada hora são abastecidos 200 mil veículos.